quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Análise Fundamentalista

Viajando na maionese.

Nós, ilustres investidores no mercado de capitais, somos atraídos por motivos nada nobres: ganhar dinheiro sem "trabalhar" ou ganhar muuuito mais do que ganhamos com nossos empregos convencionais. Ao iniciar nossa heróica trajetória, conhecemos renda fixa, variável e juros compostos. Paramos para analisar a nós mesmos e logo pensamos: "Como eu devia ter prestado mais atenção nas aulas na escola". Com nossos conhecimentos amadores sobre investimentos, começamos a desconfiar do gerente do banco e também surge a curiosidade: alguém realmente ganha muito dinheiro investindo em renda variável?
Só você pode responder tal pergunta. Como? "Dando a cara a tapa". Tentando.
Entre os métodos conhecidos no mercado, temos a Análise Fundamentalista e a Análise Técnica. Tem todo aquele blá blá blá sobre qual delas é melhor e qual dá mais resultado.
Posso dizer com certeza que A MELHOR É A QUE VOCÊ DOMINA. Eu acho bonito aquelas frases que dizem que "tal coisa é a arte de", então digo que "Investir é a arte de ganhar dinheiro". Se você vai fazer isso com fundamentos ou gráficos ou os dois, ótimo. Recomendo a todos que aprendam ambas as técnicas. Dinheiro é a arma no mercado de capitais. Conhecimento é o escudo. Como dizia um amigo meu, conhecimento não ocupa espaço, mas a falta pode deixar um vazio.
Já testei gráficos e afirmo que funcionam. Acredito que é mais difícil analisar e entender fundamentos do que gráficos. Mas também acredito que o caminho para enriquecer com ações está nos fundamentos.

O começo.

Agora que filosofamos, vamos á prática, ao começo.
O primeiro passo da análise fundamentalista é analisar o Ambiente Macroeconômico para saber se é hora de entrar comprando, depois a setorial para saber se as empresas do setor têm boas perspectivas e por último a própria empresa, pois se tudo está bem, mas a administração não, então vai tudo por água abaixo.
No ensino de contabilidade introdutória, nos cursos superiores, o aluno primeiro estuda um balanço patrimonial completo, para depois ir se aprofundando e aprendendo como funciona cada detalhe dele e de onde toda a informação vem. O balanço é produzido de inúmeras e complexas "partes" de informação que uma empresa produz durante o ano contábil.
A análise fundamentalista também inicia com uma visão geral, conhecida como "Ambiente Macroeconômico". Mas diferente da contabilidade, o Ambiente Macroeconômico é influenciado, mas também influencia as empresas. As decisões governamentais influenciam de certa maneira os setores da economia, que muitas vezes o mercado reage fortemente a cada comunicação.
Então o primeiro passo é analisarmos o ambiente geral de investimentos.  Procurar entender como a atual situação mundial influencia as decisões econômicas. Crescimento do PIB, desemprego, taxa de juros, câmbio e inflação devem ser acompanhados de perto. Se soubermos o que leva o governo a tomar certas decisões, podemos prever o que vai acontecer a partir de indicadores que o próprio governo usa, assim estamos um passo na frente. Muito cuidado nessa hora, pois decisões populistas podem causar verdadeiros estragos nos setores econômicos e não adianta escutar outra pessoa falar que é o certo, tem que ter conhecimento e discernimento para saber se aquela medida é boa ou não. Se soubermos o que acontece quando o governo toma decisões, então estamos adiantados dois passos e podemos ter uma noção, com certa margem de erro do que vai acontecer.
Se, por exemplo, o Federal Reserv abaixa a taxa de juros, os investidores fogem dos EUA e vêm para cá. Entra muito dólar no país, ele cai de preço, prejudica as empresas exportadoras, beneficia as que têm dívidas em dólar, etc etc.
Leia jornais e revistas especializados. Aprenda algo sobre economia e esteja atento às análises dos profissionais das corretoras. Entenda o que está acontecendo no mundo, no Brasil e crie cenários para saber o que aconteceria diante de várias decisões e eventos. Uma boa maneira de se familiarizar com os fatos e boatos que permeiam os investimentos.
Depois que tiver boa noção do ambiente macroeconômico, aí passamos para o setorial.
Mas isso é um assunto para outra hora.
Bons investimentos!