sábado, 14 de outubro de 2017

Nova lista de dividendos.

Tendo em vista o abandono do blog, aqui está uma nova lista de empresas com seus dividendos.
Observem que não são os maiores dividendos da bolsa, mas aqui estão as empresas com lucro constante, dividendos constante e que não pagam todo o lucro com dividendos, para ter alguma sustentabilidade.
Não é uma recomendação de compra, mas uma lista para servir de base para futuros investimentos...
Bons negócios!!!


Sigla Nome Lucro Const Div Const Preço Payout Méd 5a DY Vol (21d)
FESA4 FERBASA PN S S 15,34 48,2% 9,8% 3.984.412
CPLE3 COPEL ON S S 23,84 41,0% 6,9% 1.253.625
CPLE6 COPEL PNB S S 28,20 46,4% 6,5% 13.403.575
HGTX3 CIA HERING ON S S 30,00 65,7% 6,1% 30.810.092
SAPR4 SANEPAR PN S S 10,22 46,5% 6,1% 27.851.577
ABCB4 ABC BRASIL PN S S 17,75 43,7% 6,0% 7.688.824
ITSA3 ITAUSA ON S S 10,94 38,0% 5,3% 1.036.036
PSSA3 PORTO SEGURO ON S S 38,38 53,5% 5,1% 24.338.971
ITSA4 ITAUSA PN S S 11,35 38,1% 5,0% 189.418.635
GRND3 GRENDENE ON S S 26,69 55,6% 4,7% 9.149.952
ITUB3 ITAUUNIBANCO ON S S 39,72 37,3% 4,6% 4.247.360
BRSR6 BANRISUL PNB S S 15,05 43,1% 4,5% 24.901.645
SANB11 SANTANDER BR UNT S S 29,87 62,0% 4,5% 61.519.734
MRVE3 MRV ON S S 14,48 29,6% 4,4% 35.254.760
ESTC3 ESTACIO PART ON S S 31,39 31,6% 4,3% 153.899.623
EZTC3 EZTEC ON S S 24,24 36,3% 4,3% 16.337.043
CGRA3 GRAZZIOTIN ON S S 27,70 29,0% 4,2% 212.336
CSAN3 COSAN ON S S 39,42 -10,1% 4,1% 50.435.374
CGRA4 GRAZZIOTIN PN S S 28,68 29,3% 4,1% 230.049
ITUB4 ITAUUNIBANCO PN S S 44,63 37,7% 4,1% 409.684.655
SANB3 SANTANDER BR ON S S 17,00 50,2% 3,8% 220.012
SBSP3 SABESP ON S S 32,41 31,4% 3,7% 47.203.086
COCE5 COELCE PNA S S 54,04 47,8% 3,7% 1.785.838
POMO3 MARCOPOLO ON S S 3,67 38,5% 3,6% 1.312.875
ENBR3 ENERGIAS BR ON S S 15,56 69,8% 3,5% 24.437.222
FRAS3 FRAS-LE ON S S 5,95 51,6% 3,5% 630.877
CIEL3 CIELO ON S S 22,26 45,9% 3,2% 142.597.099
SAPR3 SANEPAR ON S S 9,31 37,1% 3,2% 4.619.792
POMO4 MARCOPOLO PN S S 4,37 38,8% 3,0% 19.346.379
ARZZ3 AREZZO CO ON S S 52,97 40,4% 2,3% 19.694.296
ALPA4 ALPARGATAS PN S S 17,70 62,2% 2,2% 9.848.945
UGPA3 ULTRAPAR ON S S 78,03 58,8% 2,2% 93.975.819
BBDC4 BRADESCO PN S S 36,62 30,9% 1,8% 339.639.000
SHUL4 SCHULZ PN S S 7,80 30,9% 1,8% 550.554
BBDC3 BRADESCO ON S S 34,88 28,1% 1,7% 47.768.166
WEGE3 WEG ON S S 22,95 51,4% 1,7% 47.864.584
SSBR3 SIERRABRASIL ON S S 28,60 13,2% 1,6% 2.020.271
SMTO3 SAO MARTINHO ON S S 18,93 29,8% 1,5% 17.640.898
SULA11 SUL AMERICA UNT S S 17,74 26,8% 1,4% 21.514.268
PTBL3 PORTOBELLO ON S S 5,40 58,4% 1,4% 3.146.509
RENT3 LOCALIZA ON S S 57,81 40,9% 1,3% 113.954.276
EMBR3 EMBRAER ON S S 17,42 42,7% 1,3% 47.226.259
MDIA3 M.DIASBRANCO ON S S 49,54 22,5% 1,1% 23.661.806
LREN3 LOJAS RENNER ON S S 36,80 49,4% 1,0% 105.542.768
PNVL3 DIMED ON S S 485,00 27,5% 0,8% 353.888
SCAR3 SAO CARLOS ON S S 39,50 29,4% 0,8% 378.401
RADL3 RAIADROGASIL ON S S 78,40 38,5% 0,8% 65.974.667
GUAR3 GUARARAPES ON S S 162,80 31,4% 0,7% 10.210.121
GUAR4 GUARARAPES PN S S 177,98 34,6% 0,7% 1.228.146
TIMP3 TIM PART S/A ON S S 11,93 40,9% 0,5% 39.166.674
MULT3 MULTIPLAN ON S S 75,04 48,5% 0,4% 63.245.974
MYPK3 IOCHP-MAXION ON S S 23,10 22,4% 0,3% 16.802.626
BBAS3 BRASIL ON S S 37,42 32,4% 0,2% 291.535.946
CGAS3 COMGAS ON S S 50,31 67,9%
339.130
IGTA3 IGUATEMI ON S S 40,41 25,0%
37.504.432

sábado, 6 de agosto de 2016

Escolhendo boas pagadoras de dividendos. Por onde começar?

Os mais ricos investidores da bolsa de valores são os que investem no longo prazo.
Pelo menos é o que diz a mídia especializada.
Então aqui embaixo vai uma tabela com as empresas que mostraram lucro nos últimos 5 anos e distribuiram bons dividendos, para garimpar e buscar uma decisão. Resultado passado não é garantia de resultado futuro, mas é mais fácil confiar em quem sempre fala a verdade do que em quem já mentiu para você.
Estão ordenadas por maior dividend yeld, sendo eliminadas as que possuem liquidez muito reduzida.
Para auxiliar, tem uma coluna com o P/L, os dividendos são a média dos últimos 5 anos, mas essa lista é só o começo. É importante buscar mais informação e saber o que está fazendo.
Bons investimentos e boa sorte.

Sigla Nome          Vol (21d)         DY  5a        P/L
BBAS3 BRASIL ON 218.952.477 10,1% 5,52
BAZA3 AMAZONIA ON 208.157 10,1% 6,13
HBOR3 HELBOR ON 2.878.569 10,0% 17,16
SAPR4 SANEPAR PN 909.765 9,3% 4,95
BRSR6 BANRISUL PNB 10.286.221 8,3% 5,02
DAYC4 DAYCOVAL PN 582.921 8,2% 5,31
CPLE3 COPEL ON 784.147 7,1% 6,73
GRND3 GRENDENE ON 7.544.167 6,6% 9,54
ABCB4 ABC BRASIL PN 2.740.922 6,5% 6,08
COCE5 COELCE PNA 1.469.787 6,4% 10,69
PSSA3 PORTO SEGURO ON 14.537.877 6,1% 9,94
CPLE6 COPEL PNB 20.179.957 5,5% 9,86
FESA4 FERBASA PN 1.450.526 5,1% 13,99
EVEN3 EVEN ON 5.354.499 5,0% 10,51
ITSA4 ITAUSA PN 173.820.777 4,9% 7,20
HGTX3 CIA HERING ON 11.958.825 4,7% 11,63
ITUB3 ITAUUNIBANCO ON 3.743.269 4,6% 9,27
SHUL4 SCHULZ PN 527.025 4,5% 7,52
ALPA4 ALPARGATAS PN 6.333.134 4,5% 17,03
EZTC3 EZTEC ON 14.188.455 4,3% 8,17
ITSA3 ITAUSA ON 10.872.953 4,3% 6,92
ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 435.820.842 4,1% 10,77
BBDC4 BRADESCO PN 310.085.709 4,1% 9,65
MRVE3 MRV ON 33.713.056 4,0% 10,34
BBDC3 BRADESCO ON 42.242.789 3,8% 9,86
CIEL3 CIELO ON 158.889.831 3,4% 21,76
CYRE3 CYRELA REALT ON 27.531.547 3,3% 10,77
CTIP3 CETIP ON 94.891.967 3,2% 21,24
TUPY3 TUPY ON 11.169.307 3,1% 24,64
GUAR4 GUARARAPES PN 469.287 2,9% 13,46
LREN3 LOJAS RENNER ON 79.232.096 2,8% 29,51
GUAR3 GUARARAPES ON 895.465 2,7% 15,58
TIMP3 TIM PART S/A ON 21.088.628 2,7% 19,09
WEGE3 WEG ON 32.301.607 2,6% 21,60
FRAS3 FRAS-LE ON 604.293 2,6% 16,93
UGPA3 ULTRAPAR ON 87.732.570 2,5% 26,35
RENT3 LOCALIZA ON 41.567.572 2,3% 21,40
ALSC3 ALIANSCE ON 6.906.500 2,2% 20,31
MULT3 MULTIPLAN ON 36.481.128 2,2% 34,09
SLCE3 SLC AGRICOLA ON 4.210.305 2,1% 17,33
ARZZ3 AREZZO CO ON 4.406.950 2,0% 20,70
SSBR3 SIERRABRASIL ON 1.613.797 1,9% 48,20
BRFS3 BRF SA ON 114.013.628 1,8% 17,74
MDIA3 M.DIASBRANCO ON 17.903.054 1,6% 25,24
IGTA3 IGUATEMI ON 17.113.365 1,6% 29,55
ESTC3 ESTACIO PART ON 43.691.617 1,4% 10,95
PNVL3 DIMED ON 294.354 1,4% 39,63
SMTO3 SAO MARTINHO ON 15.488.334 1,2% 29,58
DIRR3 DIRECIONAL ON 2.786.385 0,9% 7,87
LAME3 LOJAS AMERIC ON 7.891.056 0,8% 91,92
LAME4 LOJAS AMERIC PN 39.657.836 0,6% 133,80

sábado, 16 de julho de 2016

Warren Buffett e a Análise de Balanços

Warren Buffett e a análise de Balanços

Impressões sobre o livro.

Acabei de ler o livro em português - e foi uma ótima experiência.
Não trata-se de uma experiência literária, mas sim de uma tradução bem feita e de bom entendimento, com idéias curtas e práticas.
O livro é composto de 55 capítulos, divididos em 5 partes:
- Introdução
- A demonstração do resultado do exercício
- O balanço patrimonial
- Demonstração de Fluxo de Caixa
- Os últimos 5 capítulos são consideração sobre A avaliação da empresa com uma vantagem competitiva durável.
Essa última parte, inclusive é o reforço do tema que se repete em todo o livro: Como analisar os demonstrativos e como encontrar neles indícios de que a empresa tem a vantagem competitiva necessária para torná-la lucrativa durante décadas.
A leitura é leve e forma um bom raciocínio sobre como analisar aquele monte de números e como se chegou a eles.
Com capítulos curtos, o livro, que também é pequeno, convida a uma reflexão sobre as noções básicas de contabilidade, ao mesmo tempo que coloca uma nova visão sobre ela e como ela pode ajudar a ser bem sucedido na bolsa de valores.
No livro também há também um glossário que reforçam o conceito discutido durante o livro, ajudando a absorver o conteúdo, não sendo somente uma definição dos termos.
Pesquisando na internet somente encontrei no Mercado Livre, para quem tiver interesse: http://lista.mercadolivre.com.br/livros/warren-buffett-e-a-análise-de-balanços


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

JStock - Software para controle de portfólio.

Algumas vezes o que precisamos é um software simples e fácil de usar, não precisando de uma quantidade enorme de funções e recursos que muitas vezes nem usamos. Conheço poucas pessoas que conheçam, entendam e façam uso das funções mais aprimoradas do pacote Office, por exemplo.
Hoje eu encontrei um programinha muito legal.
O JStock, para controle de portfólio de ações:

Tem também uma versão para Android:


No programa, você pode selecionar o país, criar registros de compra e venda de ações, recebimentos de dividendos e outros detalhes importantes para quem investe.
O Software possui configuração fácil e apesar de ser em inglês, não há muita dificuldade no aprendizado.
O legal é que dá para acompanhar o status atual do portfólio, com cotações atualizadas através das informações do Yahoo. Você consegue ficar sabendo na hora como está, se está com prejuízo, lucro e vizualizar gráficos que podem auxiliar na gestão da carteira. 
Também pode acompanhar índices e cotações de muitas bolsas pelo mundo.
O legal também é que pode armazenar o conteúdo nas nuvens e se tiver a versão Premium para Android, sincronizar e ter tudo atualizado nos dispositivos.
Eu estou gostando e recomendo:




Como se trata de um software gratuito, vale a pena testar e se gostar adquirir a versão completa.

domingo, 24 de março de 2013

Corretoras - amigas ou inimigas?

Qualquer pessoa que queira investir em ações diretamente precisa usar os serviços de uma corretora.
Corretoras são membros da Bovespa e além de receber e encaminhar as ordens de compra, fornecem uma série de serviços importantes: disponibilizam cotações, guardam os valores não utilizados na compra de ações, mantém analistas e disponibilizam home-brokers, relatórios, além de outros serviços indispensáveis ao investidor.
O iniciante faz o cadastro, envia os documentos e assim que liberado, começa a comprar e vender ações.
Após adquirir algum conhecimento e experiência, além de alguns prejuízos, ele lê em algum lugar que quem ganha com trades só são as corretoras. Aí ela vira o bicho papão. Tá cheio de gente criticando corretoras. Mas será mesmo?

Todos os serviços, produtos e profissionais mantidos pela corretora têm um custo. Além de pagar as próprias contas, toda corretora é uma empresa e como tal, busca o lucro. Aparentemente após alguns prejuízos, o investidor acusa a corretora e suas tarifas de minarem seus lucros e tornarem mais difícil algo que não vai bem.
Isso é correto?
Vejamos o lado da corretora.
A corretora além de intermediar negócios funciona como uma escola de mercado de capitais. Tudo começa quando temos duas "escolas" de investimento: a Fundamentalista e a Técnica.

A fundamentalista exige conhecimento de matemática, balanços contábeis, certo talento para analisar negócios e visão de médio a longo prazo. Estudar Análise Fundamentalista dá muito trabalho. Se a corretora só dá atenção para isso, vai perder clientes aos montes, pois as outras corretoras vão visar o curto prazo e encontrar meios para convencer os potenciais clientes que ela providencia oportunidades de lucros regularmente e as fundamentalistas não. A maioria das pessoas não está preparada para esperar meses, anos, por um resultado. Então, até o momento não vi corretoras incentivando para pequenos investidores o aprendizado e uso desse tipo de análise. Elas precisam de algo mais imediatista, algo que premie periodicamente os clientes, para deixa-los satisfeitos além de gerar corretagens para cobrir os custos.

A Análise Técnica é relativamente mais simples de aprender, basta conhecer os padrões formados pelos gráficos e esquecer o resto. Não exige formação acadêmica ou nível de instrução muito alto. Ela também promete pequenos lucros no curto prazo, algumas vezes no próprio dia e se as pessoas não conseguem lucro logo, já começam  a reclamar. Então é uma boa opção para as corretoras. Aumentam os números de negócios, providenciam pequenas recompensas diárias para os clientes e todos ficam felizes.
As corretoras disponibilizam profissionais, ferramentas, área educacional e acompanhamento durante todo o pregão e dá-lhe Análise Técnica. Olha os custos aí....

E nós investidores, estamos certos? Vamos ver com mais calma:
O investidor conhece o mercado de capitais e vislumbra a oportunidade de ganhar muito dinheiro sem trabalhar. A propaganda e as matérias nas revistas são sedutoras. Ele vai comprar partes de uma empresa, essas partes vão crescer e ele vai se desfazer delas com lucro.
Começam os problemas antes do primeiro contato com o HB.
Lí em alguns livros de psicologia que as pessoas têm uma mania de internamente supervalorizarem as próprias competências e e habilidades. Uma pessoa que pensa ter inglês intermediário, mas é só o básico. Outra que acha que não precisa de planejamento, pois vai resolver tudo na hora. Outras que se acham especiais e espertas. Vão conhecer o mercado de capitais, logo após alguns negócios vão descobrir o fio da meada e ser mais bem sucedidos que os outros. Vai dar tudo certo no final!!! Aí, com pouco conhecimento e experiência, tentam a "grande tacada". Dois erros já no início: Achar que sabem algo que não sabem e acreditar que vão blefar e esvaziar a mesa. No fundo no fundo é a mania do brasileiro de fazer tudo "meia-boca" querendo retorno alto por isso.
Abrem o HB e descobrem que nada sabem. Os mais cuidadosos consultam os analistas da corretora. Os menos cautelosos vão atrás de fóruns, comunidades e acabam acreditando em pessoas que não conhecem pessoalmente. Seria muito fácil assim né? Fico olhando o HB, pego dicas e ganho dinheiro aos montes sem esforço ou conhecimento. Está aí o terceiro erro do investidor. Além de não ter lucros, vai ter que pagar custódia, corretagens e se tiver algum lucro, vai gastar alí.
Com prejuízos acumulando, frustração e desapontamento, as pessoas demonstram outro comportamento humano muito comum: Não querem admitir que não sabem o que fazem. O cara quer ganhar dinheiro, mas quer que outra pessoa pense por ele e não dá certo. Aí ele culpa quem? Os "tubarões", os especuladores e.... as corretoras. Ele não quer admitir que errou e precisa escolher outro caminho.

Como foi mencionado no início, as corretoras são fornecedoras de produtos e serviços e como tal têm um público alvo. Talvez a corretora que o iniciante escolheu não seja a adequada para ele. Não vai ser bom para o cliente nem para a corretora. Se o cliente não está satisfeito com ela, é simples: muda e ponto final.

O fato é que se o investidor tem lucro, não vai ligar para tarifas de corretagem ou custódia. O correto é analisar se a corretora escolhida atende suas necessidades e se ela potencializa  suas oportunidades de ganho, sejam quais forem os custos envolvidos. Vale mais a pena gastar 20 e ganhar 100 do que gastar 10 e ganhar 30. Agora já com mais experiência e conhecimento, o investidor pode tentar novas alternativas e buscar a que melhor se enquadra nas suas necessidades ou ao seu estilo.
Só não vale ficar reclamando e chorando. Tem que descobrir onde está errando e potencializar seus lucros.
E que de preferência a corretora ganhe com o investidor.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Frases populares.

Estou sem tempo para escrever, mas algo que aconteceu tenho que colocar aqui.
Há algum tempo eu escrevi aqui a respeito de muitos ditados populares que me servem de inspiração, e que aprendi na minha infância, com meus bisavós.
Nas últimas décadas surgiram novos ditados populares, mas infelizmente as pessoas aparentemente vêm reduzindo suas massas encefálicas e repetem aquilo sem questionar.
Não sei se devido à influência dos livros de auto-ajuda, mas o fato é que muitos vivem acreditando mais em palavras do que em ações. São exemplos na vida pessoal, política, profissional e por aí vai.
Tem algumas frases que quero mencionar aqui, mas saem do tema do blog, então vou me conter e mencionar apenas uma que foi dita por uma amiga no trabalho e muitos repetem aquilo como se fosse a melhor coisa a fazer. Quando escutei aquilo e expliquei para ela que ela estava errada, olhou para mim como se eu fosse um alienígena ou louco. Ainda deu um sorriso de desdém.
A frase é: "Para se ter alguma coisa tem que fazer uma dívida". Já ouvi muitos falarem a mesma coisa. Os pais estão ensinando os filho tudo errado.
Comprar financiado ou parcelado é pagar juros e impede de barganhar um desconto a vista.
Se você vai comprar algo de 5000 reais e parcelado acaba pagando 8000, são 3 mil reais a menos de produtos que você adquire.
A empolgação da compra se desfaz logo, mas a conta continua chegando por muito tempo.
Eu sei que nem toda compra parcelada ou financiada é ruim. Imprevistos acontecem e qualquer um pode precisar de um empréstimo ou comprar um bem financiado em uma emergência. Eu posso vir a ter dívidas devido a imprevistos e se não souber o que fazer, podem piorar muito as dívidas. Tem também aquelas dívidas boas que podem te trazer bons resultados. A troca de um aluguel por um financiamento de imóvel, por exemplo. Uma ferramenta para trabalho, que se paga com o uso. Basta analisar cada caso e saber se realmente é bom ou não. 
Como evitar isso? Simples. Se a dívida é por um desejo seu e não uma necessidade, não há um plano para isso, aguente firme. Vá para casa e volte depois de 2 ou 3 dias. Talvez você chegue à conclusão que não vale a pena se apertar com aquilo. Talvez você seja um consumidor compulsivo e compre mesmo assim. Continue tentando e busque sua felicidade.
Dívida boa é dívida planejada.
Dívida ruim é dívida por impulso, emotiva.
A minha amiga? Está reclamando que não consegue pagar as contas.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Análise Fundamentalista

Viajando na maionese.

Nós, ilustres investidores no mercado de capitais, somos atraídos por motivos nada nobres: ganhar dinheiro sem "trabalhar" ou ganhar muuuito mais do que ganhamos com nossos empregos convencionais. Ao iniciar nossa heróica trajetória, conhecemos renda fixa, variável e juros compostos. Paramos para analisar a nós mesmos e logo pensamos: "Como eu devia ter prestado mais atenção nas aulas na escola". Com nossos conhecimentos amadores sobre investimentos, começamos a desconfiar do gerente do banco e também surge a curiosidade: alguém realmente ganha muito dinheiro investindo em renda variável?
Só você pode responder tal pergunta. Como? "Dando a cara a tapa". Tentando.
Entre os métodos conhecidos no mercado, temos a Análise Fundamentalista e a Análise Técnica. Tem todo aquele blá blá blá sobre qual delas é melhor e qual dá mais resultado.
Posso dizer com certeza que A MELHOR É A QUE VOCÊ DOMINA. Eu acho bonito aquelas frases que dizem que "tal coisa é a arte de", então digo que "Investir é a arte de ganhar dinheiro". Se você vai fazer isso com fundamentos ou gráficos ou os dois, ótimo. Recomendo a todos que aprendam ambas as técnicas. Dinheiro é a arma no mercado de capitais. Conhecimento é o escudo. Como dizia um amigo meu, conhecimento não ocupa espaço, mas a falta pode deixar um vazio.
Já testei gráficos e afirmo que funcionam. Acredito que é mais difícil analisar e entender fundamentos do que gráficos. Mas também acredito que o caminho para enriquecer com ações está nos fundamentos.

O começo.

Agora que filosofamos, vamos á prática, ao começo.
O primeiro passo da análise fundamentalista é analisar o Ambiente Macroeconômico para saber se é hora de entrar comprando, depois a setorial para saber se as empresas do setor têm boas perspectivas e por último a própria empresa, pois se tudo está bem, mas a administração não, então vai tudo por água abaixo.
No ensino de contabilidade introdutória, nos cursos superiores, o aluno primeiro estuda um balanço patrimonial completo, para depois ir se aprofundando e aprendendo como funciona cada detalhe dele e de onde toda a informação vem. O balanço é produzido de inúmeras e complexas "partes" de informação que uma empresa produz durante o ano contábil.
A análise fundamentalista também inicia com uma visão geral, conhecida como "Ambiente Macroeconômico". Mas diferente da contabilidade, o Ambiente Macroeconômico é influenciado, mas também influencia as empresas. As decisões governamentais influenciam de certa maneira os setores da economia, que muitas vezes o mercado reage fortemente a cada comunicação.
Então o primeiro passo é analisarmos o ambiente geral de investimentos.  Procurar entender como a atual situação mundial influencia as decisões econômicas. Crescimento do PIB, desemprego, taxa de juros, câmbio e inflação devem ser acompanhados de perto. Se soubermos o que leva o governo a tomar certas decisões, podemos prever o que vai acontecer a partir de indicadores que o próprio governo usa, assim estamos um passo na frente. Muito cuidado nessa hora, pois decisões populistas podem causar verdadeiros estragos nos setores econômicos e não adianta escutar outra pessoa falar que é o certo, tem que ter conhecimento e discernimento para saber se aquela medida é boa ou não. Se soubermos o que acontece quando o governo toma decisões, então estamos adiantados dois passos e podemos ter uma noção, com certa margem de erro do que vai acontecer.
Se, por exemplo, o Federal Reserv abaixa a taxa de juros, os investidores fogem dos EUA e vêm para cá. Entra muito dólar no país, ele cai de preço, prejudica as empresas exportadoras, beneficia as que têm dívidas em dólar, etc etc.
Leia jornais e revistas especializados. Aprenda algo sobre economia e esteja atento às análises dos profissionais das corretoras. Entenda o que está acontecendo no mundo, no Brasil e crie cenários para saber o que aconteceria diante de várias decisões e eventos. Uma boa maneira de se familiarizar com os fatos e boatos que permeiam os investimentos.
Depois que tiver boa noção do ambiente macroeconômico, aí passamos para o setorial.
Mas isso é um assunto para outra hora.
Bons investimentos!